terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Descontentamento



Descontentamento

Descontentamento é o que nos UNE.

A insatisfação é imensa neste setor em que grande parte de nós ama. Muitos são os problemas mas também é certo que não conseguimos resolver todos de uma só vez. Temos de priorizar as situações de uma forma ORDEIRA e ASSERTIVA… e , AGIR (a discussão de forma ruidosa e não positiva, tira a razão).

A meu ver o grande problema basilar é “ A VALORIZAÇÃO” quer a nível de vencimentos (justos, dignos...) quer a nível social (respeito, credibilidade, dignidade…).  

Considero que será por aqui que devemos iniciar. Que será por aqui que devemos concentrar e fazermos propostas. Parece um pouco utópico mas acredito neste começo…

Temos de ter “VOZ” …uma voz que não seja só ouvida por nós mas que leve o nosso DESCONTENTAMENTO mais longe. Proponho uma missiva com as nossas assinaturas a algumas entidades publicas e privadas com responsabilidade no setor e aos meios de comunicação social. Dar  ao conhecimento toda esta problemática (exploração laboral, preçários muito abaixo do custo da carta de condução…).


“Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos”


Paula Rosas

Não considerem um lamento

Não considerem um lamento.

Mas se me permitem vou contar a minha história.

Tenho 48 anos, sou instrutora desde 1990 e proprietária desde 2013 (não o desejava mas entre ser mais um desempregado deste país ou tentar manter o meu posto de trabalho – optei por ficar com a escola).
Neste momento dou 12 a 14 aulas diárias e aos sábados regra geral dou aulas até às 15h (sem hora de almoço)….e,  sou proprietária!
Não consigo tirar ordenado (o mínimo que está na tabela da Anieca – já nem penso nas horas todas de trabalho) todos os meses (está em atraso desde Outubro 2016)…e, sou proprietária!
Não tenho férias desde 2013…e, sou proprietária!
Perco muitas noites de sono com a preocupação de não conseguir respeitar as minhas obrigações de proprietária (vencimentos dos colegas – que NÃO estão em atraso – luz, renda Iva, àgua….)…e, sou proprietária!
Cada Escola de Condução tem a sua história, esta é a minha história e a de muitos colegas (também conheço histórias de contos de fadas de alguns proprietários).
Por existir esta realidade para muitos proprietários é fundamental a UNIÃO de todos, não pode existir instrutores de um lado e proprietários do outro. O nosso setor está enfermo é necessário um setor saudável…com respeito…com dignidade…com honestidade…sermos todos valorizados.
É necessário a AGREGAÇÂO de todos…é necessário a COESÃO…para que seja possível MELHORAR.

Obrigada.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Dê valor ao que não tem preço.




Não existe melhor promoção que uma formação baseada na qualidade, eficácia, honestidade, competência… que valorize o “saber”.

As escolas de condução não produzem “cartas de condução”.

A formação rodoviária nas Escolas de Condução tem de ser o alicerce para um condutor seguro.
A Vida não é seguramente “low cost” ou “promoção”.


Valorize a sua Vida e a de quem mais ama.


Paula Rosas

sábado, 1 de outubro de 2016

"Caminho"

 
 

O meu caminho “diferente” de tantos outros!

Garantidamente o correto, o honesto, o transparente - o que valoriza o “saber” ou “não saber”- será aquele que permanecerei.

 Continuará a ser a “decisão”. Obrigada a todos que percorrem este caminho comigo e que o tornam um caminho de SUCESSO.
 
Paula Rosas

sábado, 18 de junho de 2016

Mais do “mesmo”!





Após o seminário, “Novas Tendências do Ensino da Condução”, que esperava um momento para debate de toda a angustia e inquietude que assolam este setor, diariamente, só me resta um pensamento…mais do “mesmo”!

Mais do “mesmo”!
Moderadores e oradores sabedores, disponíveis e os quais é sempre bom de ouvir. Ainda que, foram entretendo com apresentações - ora - com algum interesse - ora - despropositadas para o esperado deste seminário.

Mais do “mesmo”! 
Na forma simpática, em que mais uma vez, a Anieca, emite um atestado de ignorância aos Industriais do Ensino de Condução Automóvel. Colocando-os forçosamente como ouvintes passivos que não têm o direito de expressar o que lhes vais na alma. A “voz” silenciada pela “misericordiosa e conveniente” falta de tempo!

Mais do “mesmo”!
Do que se extrai destes seminários, na minha singela opinião... nada.

Mais do “mesmo”!
É, seguramente, como algumas Escolas (as que honestamente honram as suas obrigações) vão continuar a sua luta desenfreada pela sobrevivência. Sobreviver num setor que se apresenta podre socialmente.
A escravatura voltou em pleno sec. XXI, proprietários a trabalharem 12h e 13h diariamente para não conseguirem tirar o seu vencimento e, colaboradores com salários indignos e explorados. Porquê? Porque temos “responsáveis” a acharem que o setor tem de se autorregular.



Mais do “mesmo”!



Paula Rosas

domingo, 22 de maio de 2016

Totalmente ou Parcialmente (email enviado ao IMT e ANSR)






Exmº(ª) Srº(ª)

Sou instrutora de condução automóvel, venho por este meio pedir esclarecimento relativamente à manobra de ultrapassagem. Na lei 72/2013 de 3 de setembro, art. 38.º, n.º 3 refere que “o condutor deve ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário”.

No respeito a este artigo questiono:
§  Relativamente à ultrapassagem de veículos de duas rodas – “ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrario” –  tem de ser totalmente (o veiculo completamente à esquerda), ou pode ser parcialmente (transpor apenas o eixo da faixa de rodagem - ir ao lado esquerdo com as rodas esquerdas, por exemplo) tendo em conta que estou sempre a aguardar a distancia lateral de segurança (1,5m).

A questão/duvida coloca-se devido ao facto de na prova de exame prático existirem examinadores que consideram erro (reprovação) se o veiculo não for na totalidade à via destinada ao sentido contrário (transitar completamente à esquerda).

Resumindo “ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário” -na ultrapassagem de veículos de duas rodas - tem de ser totalmente? Ou pode ser parcialmente (transpor, somente, o eixo da faixa de rodagem)? 

Grata pela atenção.

Cumprimentos

Paula Rosas

domingo, 24 de abril de 2016

Liberdade





A 25 de Abril festejamos uma das maiores conquistas da nossa sociedade, a liberdade!



Liberdade
Que se exibe em “grito”: de expressão, de pensamento, de consciência, de informação, de crença…

Liberdade
Que nos presenteia com o poder exigir…o conquistar a cidadania…o reconhecer seus direitos e deveres como cidadão.

Liberdade
Que nos regala com a transformação numa sociedade que queremos melhor

Liberdade
Que NÃO se opõe ao respeito, civismo, responsabilidade, honestidade, transparência, verdade…

Liberdade
Que NÃO é, seguramente, desonestidade, irresponsabilidade, corrupção, avidez, falsidade…

Liberdade
Que, somente, acorde consciências!!

Paula Rosas

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Verdade, não “te atrases”!


Verdade, não “te atrases”!

As recentes notícias que colocam a descoberto a corrupção nas mais variadas formas despertam em mim dois sentimentos antagónicos: tristeza e satisfação.
TRISTEZA porque afinal os níveis de corrupção existentes no nosso país ultrapassam muito aquilo que alguma vez imaginei!!!!
SATISFAÇÃO porque estão a ser desmascarados… só espero que sejam devidamente punidos.
Resta-me agora a esperança que este “ varrer a casa” tenha começado nas águas furtadas e chegue rapidamente ao rés-do-chão. Que, finalmente, “facilitismos” há muitos anos institucionalizados… as “práticas comuns” sejam igualmente revelados!
Verdade, não “te atrases”!
 
Paula Rosas

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O Puzzle


O Puzzle

O “puzzle” é um bom entretimento, um quebra cabeça onde se ajustam peças até formar uma imagem.

A Vida é um puzzle para cada um de nós. As peças vão surgindo e vamos tentando formar as imagens que desejamos/podemos (em interação com os outros) – as imagens completam-se -  e outras peças vão surgindo para outras imagens, no entanto também aparecem peças que não encaixam…tentamos de todas as maneiras…ajustamos…procuramos as mais diversas maneiras para formar a imagem ansiada…mas não…não encaixam, não encaixam!!

As minhas peças soltas – as que desesperadamente procuro o lugar delas – a imagem que pretendo completar…são as que dizem respeito á minha vida profissional. Vejo as peças de outros enlaçarem-se tão harmoniosamente (!) e as minhas teimam em não terem lugar.

As minhas peças que insistem no fiel á sabedoria, á competência, á aptidão… não encaixam no que de verdade acontece diariamente. Não encaixam no que assumidamente pela generalidade das pessoas se constitui como normal!…Hábito!...Costume!... Até tradição!...
Não encaixam na incúria de todas as entidades responsáveis de nada fazerem, do “fechar os olhos”…não encaixam...na hipocrisia, na falsidade, na fraude.

As minhas peças soltas, no futuro, terão garantidamente o seu encaixe, formarei a imagem que hoje apenas é sonhada.



Paula Rosas


domingo, 10 de janeiro de 2016

Aplicação duvidosa




Aplicação duvidosa ( ver aqui link )

Uma aplicação assumida por um Srº Flavio Cunha que pretende que seja um meio facilitador de escolha das melhores escolas de condução. Tem como missão possibilitar aos alunos uma escolha acertada e diminuir a pressão sentida pelas escolas de condução para cederem aos preços baixos, oferecendo o reconhecimento pela sua excelência. Apresenta dados de taxas de aprovação que diz serem dados publicados pelo IMTT desde o início de 2015.

2015? Que dados são estes?

Apenas tenho conhecimento dos indicadores de desempenho das Escolas de Condução de 2014 publicados no Site do IMT. Iniciativa esta que seria uma mais-valia se os dados apresentados correspondessem à realidade. O que é de todo impossível, já que na metodologia utilizada não está comtemplada os “facilitismos” obtidos por uma grande maioria das escolas na hora dos exames. Alguns “facilitismos”, felizmente, desmascarados por investigações e que a comunicação social trouxe a público, nos últimos anos, muitos outros que acontecem diariamente e que infelizmente continuam camuflados.

Parece-me estar perante uma boa intenção mas sem qualquer preocupação com o rigor e verdadeiro. Uma iniciativa baseada em dados imaginários de 2015 e que não é mais que um embuste no setor que em nada o dignifica.

É, com toda a certeza, mais uma contribuição negativa para a imagem de desonestidade que a sociedade tem deste setor.

Paula Rosas