sábado, 18 de junho de 2016

Mais do “mesmo”!





Após o seminário, “Novas Tendências do Ensino da Condução”, que esperava um momento para debate de toda a angustia e inquietude que assolam este setor, diariamente, só me resta um pensamento…mais do “mesmo”!

Mais do “mesmo”!
Moderadores e oradores sabedores, disponíveis e os quais é sempre bom de ouvir. Ainda que, foram entretendo com apresentações - ora - com algum interesse - ora - despropositadas para o esperado deste seminário.

Mais do “mesmo”! 
Na forma simpática, em que mais uma vez, a Anieca, emite um atestado de ignorância aos Industriais do Ensino de Condução Automóvel. Colocando-os forçosamente como ouvintes passivos que não têm o direito de expressar o que lhes vais na alma. A “voz” silenciada pela “misericordiosa e conveniente” falta de tempo!

Mais do “mesmo”!
Do que se extrai destes seminários, na minha singela opinião... nada.

Mais do “mesmo”!
É, seguramente, como algumas Escolas (as que honestamente honram as suas obrigações) vão continuar a sua luta desenfreada pela sobrevivência. Sobreviver num setor que se apresenta podre socialmente.
A escravatura voltou em pleno sec. XXI, proprietários a trabalharem 12h e 13h diariamente para não conseguirem tirar o seu vencimento e, colaboradores com salários indignos e explorados. Porquê? Porque temos “responsáveis” a acharem que o setor tem de se autorregular.



Mais do “mesmo”!



Paula Rosas

domingo, 22 de maio de 2016

Totalmente ou Parcialmente (email enviado ao IMT e ANSR)






Exmº(ª) Srº(ª)

Sou instrutora de condução automóvel, venho por este meio pedir esclarecimento relativamente à manobra de ultrapassagem. Na lei 72/2013 de 3 de setembro, art. 38.º, n.º 3 refere que “o condutor deve ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário”.

No respeito a este artigo questiono:
§  Relativamente à ultrapassagem de veículos de duas rodas – “ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrario” –  tem de ser totalmente (o veiculo completamente à esquerda), ou pode ser parcialmente (transpor apenas o eixo da faixa de rodagem - ir ao lado esquerdo com as rodas esquerdas, por exemplo) tendo em conta que estou sempre a aguardar a distancia lateral de segurança (1,5m).

A questão/duvida coloca-se devido ao facto de na prova de exame prático existirem examinadores que consideram erro (reprovação) se o veiculo não for na totalidade à via destinada ao sentido contrário (transitar completamente à esquerda).

Resumindo “ocupar o lado da faixa de rodagem destinado à circulação em sentido contrário” -na ultrapassagem de veículos de duas rodas - tem de ser totalmente? Ou pode ser parcialmente (transpor, somente, o eixo da faixa de rodagem)? 

Grata pela atenção.

Cumprimentos

Paula Rosas

domingo, 24 de abril de 2016

Liberdade





A 25 de Abril festejamos uma das maiores conquistas da nossa sociedade, a liberdade!



Liberdade
Que se exibe em “grito”: de expressão, de pensamento, de consciência, de informação, de crença…

Liberdade
Que nos presenteia com o poder exigir…o conquistar a cidadania…o reconhecer seus direitos e deveres como cidadão.

Liberdade
Que nos regala com a transformação numa sociedade que queremos melhor

Liberdade
Que NÃO se opõe ao respeito, civismo, responsabilidade, honestidade, transparência, verdade…

Liberdade
Que NÃO é, seguramente, desonestidade, irresponsabilidade, corrupção, avidez, falsidade…

Liberdade
Que, somente, acorde consciências!!

Paula Rosas

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Verdade, não “te atrases”!


Verdade, não “te atrases”!

As recentes notícias que colocam a descoberto a corrupção nas mais variadas formas despertam em mim dois sentimentos antagónicos: tristeza e satisfação.
TRISTEZA porque afinal os níveis de corrupção existentes no nosso país ultrapassam muito aquilo que alguma vez imaginei!!!!
SATISFAÇÃO porque estão a ser desmascarados… só espero que sejam devidamente punidos.
Resta-me agora a esperança que este “ varrer a casa” tenha começado nas águas furtadas e chegue rapidamente ao rés-do-chão. Que, finalmente, “facilitismos” há muitos anos institucionalizados… as “práticas comuns” sejam igualmente revelados!
Verdade, não “te atrases”!
 
Paula Rosas

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O Puzzle


O Puzzle

O “puzzle” é um bom entretimento, um quebra cabeça onde se ajustam peças até formar uma imagem.

A Vida é um puzzle para cada um de nós. As peças vão surgindo e vamos tentando formar as imagens que desejamos/podemos (em interação com os outros) – as imagens completam-se -  e outras peças vão surgindo para outras imagens, no entanto também aparecem peças que não encaixam…tentamos de todas as maneiras…ajustamos…procuramos as mais diversas maneiras para formar a imagem ansiada…mas não…não encaixam, não encaixam!!

As minhas peças soltas – as que desesperadamente procuro o lugar delas – a imagem que pretendo completar…são as que dizem respeito á minha vida profissional. Vejo as peças de outros enlaçarem-se tão harmoniosamente (!) e as minhas teimam em não terem lugar.

As minhas peças que insistem no fiel á sabedoria, á competência, á aptidão… não encaixam no que de verdade acontece diariamente. Não encaixam no que assumidamente pela generalidade das pessoas se constitui como normal!…Hábito!...Costume!... Até tradição!...
Não encaixam na incúria de todas as entidades responsáveis de nada fazerem, do “fechar os olhos”…não encaixam...na hipocrisia, na falsidade, na fraude.

As minhas peças soltas, no futuro, terão garantidamente o seu encaixe, formarei a imagem que hoje apenas é sonhada.



Paula Rosas


domingo, 10 de janeiro de 2016

Aplicação duvidosa




Aplicação duvidosa ( ver aqui link )

Uma aplicação assumida por um Srº Flavio Cunha que pretende que seja um meio facilitador de escolha das melhores escolas de condução. Tem como missão possibilitar aos alunos uma escolha acertada e diminuir a pressão sentida pelas escolas de condução para cederem aos preços baixos, oferecendo o reconhecimento pela sua excelência. Apresenta dados de taxas de aprovação que diz serem dados publicados pelo IMTT desde o início de 2015.

2015? Que dados são estes?

Apenas tenho conhecimento dos indicadores de desempenho das Escolas de Condução de 2014 publicados no Site do IMT. Iniciativa esta que seria uma mais-valia se os dados apresentados correspondessem à realidade. O que é de todo impossível, já que na metodologia utilizada não está comtemplada os “facilitismos” obtidos por uma grande maioria das escolas na hora dos exames. Alguns “facilitismos”, felizmente, desmascarados por investigações e que a comunicação social trouxe a público, nos últimos anos, muitos outros que acontecem diariamente e que infelizmente continuam camuflados.

Parece-me estar perante uma boa intenção mas sem qualquer preocupação com o rigor e verdadeiro. Uma iniciativa baseada em dados imaginários de 2015 e que não é mais que um embuste no setor que em nada o dignifica.

É, com toda a certeza, mais uma contribuição negativa para a imagem de desonestidade que a sociedade tem deste setor.

Paula Rosas

domingo, 27 de dezembro de 2015

A utopia


A utopia

No imaginário de qualquer pessoa existe um “país das maravilhas” onde tudo é perfeito e mágico. Em que a paz, a harmonia, o amor, a compreensão, a felicidade, a honestidade, a justiça…impera.
Esse “país das maravilhas” é a utopia e sonho de um lugar maravilhoso que ainda não tem lugar.
Não tem lugar hoje e muito dificilmente terá lugar amanhã, porque cada vez mais o “pais das maravilhas” é habitado por um crescente individualismo e ambição desmedida.

A utopia

O meu “pais das maravilhas” é a utopia de um lugar onde a justiça, a honestidade, a clareza reinam num espaço em que o valor é reconhecido na sua essência. 
No meu “país das maravilhas” a competência, a capacidade, o conhecimento e a aptidão são alcançados por mérito sem subterfúgios, sem “mezinhas”, sem facilitismos… os sonhos não são comprados…os sonhos são, simplesmente, sonhos vencidos!

A utopia

“A utopia está no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”. Eduardo Galeano.

E a caminhar continuarei acreditando ser possível que o meu sonho não seja simplesmente sonho…que a utopia seja vencida!! Que o meu “país das maravilhas” seja o sonho de muitas mais pessoas.



Paula Rosas

domingo, 13 de dezembro de 2015

(Des)valorizar - ensino de condução

 

 (Des)valorizar -  ensino de condução
Vivemos hoje, numa sociedade onde a crise de valores é cada vez mais evidente. Valores sociais (humanos, éticos e morais) fundamentais à convivência humana estão em decadência. O setor do ensino de condução automóvel, infelizmente, realça este grave problema social.  
As escolas de condução são o meio elegido para formar condutores. Cabe às Escolas de condução a responsabilidade da promoção de condutores seguros, no sentido pleno da palavra. O propósito das Escolas de Condução deverá ser formar condutores conscientes e capazes da própria segurança e da dos outros.
Se foi a sociedade que elegeu as Escolas de Condução para a formação de condutores é igualmente a sociedade que (des)valoriza esse papel social. (Des)valorização à qual se aclama com urgência legislação, pois de outra forma não será alcançada, que dignifique este setor de formação de condutores.
(Des)valorizar
(Des)valorização dos responsáveis públicos, direta e indiretamente, deste setor, ao qual inclui um vasto leque de entidades, assistirem a práticas concorrenciais duvidosas e nada fazerem.
O vale tudo… é a regra base do setor. Campanhas promocionais, de cartas de condução, com divulgação de preços muito abaixo do custo real acompanhadas por promessas de cartas em “1 mês” e ornamentadas por viaturas “gama alta” é a o apogeu do setor…estão ao dispor de apenas um clic no computador.
Como é possível preços que não cobrem o serviço prestado (e todos sabem que assim é!) da formação do condutor convergirem com viaturas de gama alta?? Depois assiste-se a notícias de práticas de corrupção no setor…qual a perplexidade?
Como é possível um assunto tão sério, como a formação de condutores, a segurança rodoviária - em que a sinistralidade rodoviária é um peso acrescido no PIB de qualquer país - ser negligenciado por quem tem o dever de o legislar de forma responsável e proteger os utentes rodoviários?
Urge a inclusão de tabelas de preços obrigatórias no regime jurídico do ensino de  condução, só assim será possível atingir a tão proclamada boa formação na legislação existente, condição imprescindível à segurança rodoviária.
(Des)valorizar
(Des)valorização de  alguns proprietários de Escolas de Condução que não se acanham dos meios para atingir os fins.
Uma empresa - como as escolas de condução com fins lucrativos - deve estar baseada em critérios como a sustentabilidade, que por sua vez, exige um alicerce de valores como a responsabilidade social, honestidade, transparência e o respeito. Somente, desta forma se pode prestar um serviço público - porque embora não nos seja atribuído, erradamente, prestamos um serviço publico! - que nos dignifique.
As Escolas de Condução não produzem “cartas de condução”, devem ter por missão a prestação de um serviço público responsável e educativo rodoviário de excelência, formando condutores seguros e conscientes.
(Des)valorizar
A segurança rodoviária requer uma valorização dos valores sociais como: Humanos, ou seja, ter consciência de que o ambiente rodoviário é de todos e para todos. O respeito pelo outro é fundamental para a partilha do ambiente rodoviário em segurança. Éticos e Morais que requerem uma reflexão sobre a sua ação, isto é, ser mais sensível e sensato das suas práticas. Consciencializar que as escolhas são fundamentais para o bem-estar social.
Valores estes que são fundamentais para “respeitar e venerar a Vida” dos utentes rodoviários! A nossa Vida.
(Des)valorizar!!!!!!!!!!!!!!
Paula Rosas


domingo, 22 de novembro de 2015

A Lágrima


A Lágrima brota…

O sorriso desvanece…


(ANSR – relatório anual de 2014)

Não são números…são vidas perdidas…sonhos desfeitos!

A Lágrima

Surge da irresponsabilidade…na sua maioria do comportamento infrator.
Surge da inconsciência…do que é… e pode ser…conduzir.
Surge da irreflexão…dos utentes rodoviários.
Surge do descuido… de todos.

A Lágrima

Da irresponsabilidade… dos “lapsos” no acto da condução. Não são reflexo do desconhecimento legislativo. São reflexo de leviandade, de falta de civismo, de falta de respeito e tolerância na partilha do ambiente rodoviário. Ao fator humano é atribuída a responsabilidade em 90% dos acidentes rodoviários.

Da inconsciência… de arriscar o seu bem-estar e o dos outros. A utilização massificada do automóvel aumentou exponencialmente as relações do fator humano, a sua mobilidade rodoviária é indissociável de uma interação social baseada numa cidadania rodoviária. O ambiente rodoviário é um espaço de interação social em que os utentes rodoviários se relacionam de acordo com regras de convivência, tolerância, solidariedade e respeito mútuo.

Da irreflexão…das consequências da sinistralidade rodoviária. Dos finais nefastos para toda a vida, das vítimas de acidentes e da família, que geram uma população de pessoas limitadas na sua plenitude física e psicologia.

Do descuido…de como encaramos esta doença social. Do descuido que ensombra a sinistralidade rodoviária, a falta de mestria daqueles que têm responsabilidade no setor e nada fazem. Do descuido daqueles que para obterem a carta de condução, procuram o facilitismo, o mais barato. Do descuido de valorizarmos a Vida. Do descuido de evitar…

A Lágrima
A segurança rodoviária tem de ser, em si, um testemunho rigoroso de comportamentos e atitudes responsáveis! Importa consciencializar que A Lágrima advém muitas vezes de escolhas e negligências que antecedem a sinistralidade rodoviária.

A Lágrima


Paula Rosas

domingo, 15 de novembro de 2015

Dia Mundial em Memória às Vitimas de transito




Em 2005, a Organização das Nações Unidas determinou que em todo o terceiro domingo do mês de Novembro fosse celebrado o Dia Mundial em Memória às Vitimas de Transito.

A sinistralidade rodoviária transformou-se numa doença social, das principais causas de morte, internamentos, tratamentos prolongados e incapacidades permanentes.

A responsabilidade da sinistralidade recai sobre o fator humano, segundo estudos, 90% dos acidente sucedem devido a falha humana. 

Torna-se urgente uma consciencialização sobre esta doença social.

Depende de cada um de nós alterar comportamentos e possibilitarmos a partilha do ambiente rodoviário em segurança. 


Paula Rosas