domingo, 22 de julho de 2018

(E o “trombone” que não se cala!!!)





(E o “trombone” que não se cala!!!)


Existem aqueles dias...aqueles dias, sabem(!?) onde reina a insatisfação (sem motivos!)...a implicância (sem razão!)...aqueles dias de “pirraça”...dias de intolerância.
Mas, são  “dias”, também, de “força” e coragem...dias que nos deixam de “trombone” ligado.

Hoje estou num dia de “trombone” e algo que há longos anos acompanha-me...que na maioria dos meus dias tento ignorar...hoje incomoda-me seriamente...e apetece-me colocar o “trombone” a tocar.

Sou mãe quero o MELHOR do MELHOR para os meus filhos...quero-os felizes...muito felizes...muito muito muito felizes...acredito, seguramente, é o que a grande maioria dos pais deseja...ver os seus filhos BEM.

Na ansia de os vermos felizes tentamos dar tudo o que está ao nosso alcance (às vezes até o que não está). Assim ORGULHAMOS de oferecer aqueles ténis de marca...aquela camisola caríssima...aquele vestido/fato (baile de finalistas)... aquele telemóvel (que custa um vencimento mensal)...permitir ir àquele festival...e tantas outras coisas que nos ORGULHAMOS de oferecer e muitas das vezes nos sacrificamos para lhes proporcionar – o MELHOR.

Somos os melhores pais que conseguimos ser!!! E quando às vezes não o somos é porque não temos consciência que estamos a falhar.

Mas falhamos...e falhamos (inconscientemente) quando procuramos uma Escola de Condução Low Cost...Low Cost (?) -  sinal de redução de custo...ora, também de qualidade!

Low Cost em quê? Já pensaram? Nos veículos utilizados não é (cada vez as escolas apostam em “grandes máquinas”)...nas instalações da escola também não...na renda, água, luz, telefone, telemóvel, seguros, combustível, taxas de exame...impossível (!)...então, é em quê?? Já pensaram?? Só pode ser na formação, não será? No “descuido” do ensinar a manusear o que pode ser uma “arma”. Temos a sinistralidade rodoviária a aumentar com grande incidência nos jovens.

(E o “trombone” que não se cala!!!)

Além da formação sem qualidade...vem depois o  aconselhamento de algumas (muitas) escolas de condução – resolver o “problema”  (formação insuficiente)recorrendo ao “facilitismo” no exame – procuram “despachar” o candidato de qualquer maneira.Não existe qualquer preocupação (da escola de condução) no desempenho, da sua obrigação, de formar condutores com as competências para uma condução segura. Mas...mais!!! 

Afinal, as cartas de condução Low Cost deixaram de o ser! E, ainda, com a agravante de a formação ser “sem qualidade” – insuficiente!!! Já pensaram? E, não é que a má formação até ficou cara?? E as Escolas (?) essas “lucraram” mais uns “troquitos”...bem, mas, são Low Cost.

(E o “trombone” que não se cala!!!)

Aproveitam-se do mito que se criou há muitos e muitos anos - ”do é preciso” – “será melhor” – “já fica resolvido” – e que dá jeito continuar fazer-Nos acreditar. Mas, não...não é preciso...não é melhor...e não fica resolvido. Não...Não...Não é necessário.  Somente um condutor capaz e preparado tem o “assunto” resolvido.

Este setor – escolas de condução – sempre (de há muitos e longos anos) tiveram um caminho muito “conturbado”...um caminho muito nebuloso (de conhecimento geral – digo eu!) no que diz respeito a transparência, honestidade, rigor...e, Hoje, chegamos ao mais fundo deste negro buraco.

Um setor sem credibilidade...sem respeito...sem qualquer valor na sociedade...um setor que “pisa” os que querem trabalhar com honestidade.

Um setor “desprezado” (!!!) até pelas entidades responsáveis...pelos nossos “governantes do povo”.  Tão fácil colocar uma tabela de custo obrigatória para a formação de condutores e assim eliminava todos os “estratagemas obscuros” de atrair “clientela”...era tão fácil! E, a BOA FORMAÇÃO seria o critério de opção.

Mas, não, não existe, união entre as Escolas de Condução para reivindicar uma “proeza” que seria BOA para a sociedade, no entanto, muito maléfica para os “Chicos Espertos” do setor e para os “arranjinhos” de tantas “boas pessoas”.  

Não somos “entidades de interesse publico”? Quem acarreta com os custos da sinistralidade rodoviária (?) que pesa no nosso PIB aproximadamente 1,2%???...


(E o “trombone” que... se cala!!!)

Paula Rosas