quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Instrutor e Tutor


Um tema pertinente para uma séria reflexão que terá de ser muito breve porque muito…muito…e muito há para dizer!






Para iniciar é de lamentar o nojo do jornalismo sensacionalista que hoje temos.

Uma “gulosa” ânsia de palco em que esquecem o seu dever de informar com algum rigor.

Esta informação está a ser divulgada com leviandade a meu ver.




A ser implementada esta lei (em que tenho sérias dúvidas!) pelo que li (que espero seja credível!) serão impostas algumas medidas adicionais tais como uma “limitação geográfica definida pelos municípios” e um seguro específico.

Seguro este que já existe na lei (para a figura atual de tutor) mas de dificílima concretização na medida que as companhias de seguro dificultam e de certa forma “arrumam-se” de tais responsabilidades.

Estas medidas adicionais não me parecem de fácil resolução!




Se concordo com esta “ideia luminosa”?

Não…não concordo.




Se o setor merece este “abanão”?

Sim…sim merece!




Não concordo…porque mais uma vez temos uma lei de gabinete (como a maioria das leis para este setor) sem a mínima ideia do que, efetivamente, representa!

Os nossos jovens não são diferentes (inferiores) dos outros países que têm estas normas…mas a nossa cultura é diferente e não temos uma sociedade sensibilizada para a segurança rodoviária.

Muitos destes países com estas leis os veículos são na sua maioria de caixa automática o que ainda não é - a maioria - no nosso país.




Se a partilha do ambiente rodoviário em muitos momentos já é uma selva…irá tornar-se um inferno!!

E, garantidamente, a sinistralidade rodoviária vai aumentar porque sem comandos duplos é impossível evitar as “falhas” normais para quem está a iniciar a condução automóvel.




Sim merece…o setor merece este “abanão” porque, infelizmente, temos muitos profissionais (muitos!…mas não todos, felizmente!!) a brincar ao faz de conta” com o cumprimento das leis que nos regem.




“faz de conta” que tens as 28h de aulas teóricas…”faz de conta” que tens as 32h de aulas de condução…

E..como se ministra uma formação de “faz de conta” também se praticam valores de carta de condução de “faz de conta”... muito abaixo de valor necessário para ministrar uma formação que cumpram a legislação e que tenha o rigor desejável para a formação de um condutor seguro.




Alguns profissionais das Escolas de Condução alhearam-se da sua missão de prestação de um serviço público responsável e educativo rodoviário de excelência.

O que descrebilizou a Escola de Condução e o papel, tão necessario, do instrutor na formação de condutores.




Pensamento dos nossos governantes - se é um setor onde o “faz de conta” é tão banal…vamos colocar os pais e os avós no “faz de conta” que sabes ensinar a conduzir!!!




“faz de conta” que tudo irá correr bem!!!!




E...está certo!!!…está bem pertinho o “faz de conta” que conduzimos!!




Paula Rosas

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